Jorge Furtado

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Gongorismo de S. Paulo

 
Descrição da ministra Dilma Rousseff no editorial da Folha de S. Paulo de hoje:
 
“uma ministra virtualmente desconhecida da maioria da população, a que não faltam modos rebarbativos e íngreme altaneria tecnocrática”.
 
O governador de S. Paulo, um dia desses, chamou um sujeito que protestava contra seu governo, numa cerimônia pública, de “energúmeno”. (Houaiss: indivíduo desprezível, que não merece confiança; boçal, ignorante). Não vi a Folha de S. Paulo chamar a atenção sobre os modos rebarbativos do governador de S. Paulo, nem sugerir que tal cerimônia seria um comício eleitoral antecipado do governador S. que, como se sabe, não é candidato.
 
Conversa na feira:
 
- Vou votar na Dilma, para continuar o que o governo Lula está fazendo. No governo dos tucanos o país quebrou três vezes, não cresceu, aumentou impostos e manteve a desigualdade social intocada. O salário mínimo era de 75 dólares, hoje está perto dos 300. O país cresceu, vai crescer mais este ano, gerou empregos, a desigualdade diminuiu, mais de 20 milhões de pessoas subiram de classe social. O risco Brasil despencou, os juros caíram, os impostos pararam de aumentar, a dívida pública diminuiu, o país tem reservas e mercado interno para resistir às crises internacionais. O Brasil diversificou as parcerias comerciais, tornou-se relevante nas relações internacionais, resolveu o problema da dívida externa, garantiu que a Petrobras não fosse dada de presente – como foram a Vale e a Telebras – e agora está pensando num jeito de levar banda larga para mais gente, e mais barata. Isso pra não falar da Copa da Mundo e das Olimpíadas.
 
- Pois eu vou votar no governador de S. Paulo.
 
- Por quê?
 
- Acho que a ministra Dilma não faltam modos rebarbativos e íngreme altaneria tecnocrática.
 
- Ah, bom.

Enviado por Luciano Prado em 28 de fevereiro de 2010.

Alguma dúvida sobre o autismo da Folha?